Terça-feira, 31 de Julho de 2012

Tenho tido pouco tempo para escrever aqui no BOOM or DOOM mas li uma notícia que me deixou intrigado e aproveito para partilhar.

Germans 'better off without euro' - poll @ The Telegraph

Isto deixa-me apreensivo. Se os alemães acham que estariam melhor sem o euro então o euro é/era do interesse de quem?

O problema é mesmo esse. Está tudo ao contrário - o euro foi bom para os alemães ressuscitarem a sua economia que estava estagnada nos anos 90 e agora nem os alemães querem o euro. Das duas uma, ou estão mal informados ou acham que já usufruíram do euro o suficiente; eu aposto na primeira hipótese.

E o outro lado do problema está nos países do sul - esses sim deveriam estar a favor da saída do euro mas não estão (pelo menos não maioritariamente ou não assumidamente). Verdade que as alternativas políticas aos pró-euro podem não ser fáceis de aceitar pela maioria da população mas o que está em causa são as políticas dos próprios partidos pró-euro. A economia portuguesa, nomeadamente, está a atravessar a crise mais severa da sua história. As políticas que estão a ser seguidas insistem em ignorar os ensinamentos da história e, assim, vai continuar a fazer-se história.

  



publicado por Mais Um Economista às 10:50 | link do post | comentar

2 comentários:
De escudo-cplp a 2 de Agosto de 2012 às 20:08
O alemão é rezingão, mekern, não existiu na altura um verdadeiro trabalho de casa para convencer os Alemães que o euro era bom, seria até muito difícil quando nos debates televisivos os pró e os contra entregavam argumentos igualmente válidos e os contra não foram boicotados pelos média como em Portugal. Os Alemães não ficaram contentes e desenvolveram o mito do Marco alemão como tendo sido uma moeda muito forte e estável, ora sabemos que foi exactamente o contrário. Contudo isso mostra bem a qualidade de "mekern" que é mais retórica, e encarada como retórica, mas que de vez em quando provoca medidas politicas eficazes quando o "merkern" ultrapassa a me3ra minoria, e chegamos a esse ponto. Há uma correlação directa do "não gostar" do euro por causa da inflação que aconteceu depois da sua introdução (inflação que nunca foi escorreitamente explicada inflezmente), depois acredito ter uma correlação de resposta face ao sentimento de receio mais profundo do alemães: "o mundo não gosta de nós e vê-nos como um povo repudiável especialmente por rezingamos demasiado". Ora neste estágio da crise os alemães indizivelmente sentem que o outros europeus estão cada vez mais contra eles, e que com razão a Alemanha está a construir uma imagem muito negativa exteriormente que lhe vi sair muito cara e demorar décadas para dissipar, mas os estragos estão feitos, nada como sair do baralho. Muitos julgarão que é uma forma de fugirem de terem de ser fiadores dos "Südländer" (nacionais do sul) uns tantos talvez, mas creio que é mais o complexo de inferioridade dos alemães a falar.


De imprimir online a 2 de Agosto de 2012 às 11:10
Praticamente tudo na vida, tem interesse pontual. Estas pessoas vão-se interessando pelo que lhes interessa no momento em que mais lhes é favorável. De qualquer das formas, actualmente também não entendo muito bem a noticia. Confesso que também já desisti de entender estas discussões politicas que levam a lado nenhum...


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