Quinta-feira, 18.10.12

Depois de uma ausência prolongadíssima, nada melhor do que voltar com um clássico.

Pois é, o governo apresentou a proposta de orçamento de estado para 2013. E para além das inúmeras medidas de austeridade que davam para encher vários posts, também reviu as suas previsões para o crescimento da economia e para a taxa de desemprego para 2012 e 2013. Não é novidade nenhuma que as previsões foram revistas para pior, bem pior.

O crescimento do PIB afinal cai para -1% em 2013 e não +0,6% como o governo "pensava" em Abril.

Já a taxa de desemprego passa para os 15,5% este ano e 16,5% em 2013, bem acima dos 13,2% e 13% estimados em Abril.

 

Enfim, o governo continua a rever as suas previsões macroeconómicas para a economia portuguesa em baixa, mas será que olha realmente para as previsões que faz? E que conclusões tira? 

Enfim...

 

 

 



publicado por Mais Um Economista às 19:50 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sexta-feira, 03.08.12

O Eurozone crisis live chamou-me a atenção para um artigo interessante publicado por Joe Weisenthal @ Business Insider - CHART OF THE DAY: The Scariest Jobs Chart EVER.

Lembram-se disto ou disto? Este é do mesmo género mas para a destruição de emprego nos EUA.

Estou com pouco tempo para comentar mas acho que o gráfico fala por si.

Fonte: Business Insider
 


publicado por Mais Um Economista às 16:29 | link do post | comentar

Quarta-feira, 18.07.12

No passado escrevi sobre o facto das previsões que têm sido feitas acerca da economia são sempre optimistas e acabaram sempre por ser revistas em baixa -  Mais Previsões Optimistas.

O FMI publicou ontem o relatório da 4ª revisão do programa de ajustamento e não é que a previsão do PIB foi revista em alta. Mas a imagem dos nossos próximos 6 anos continua péssima. Na realidade, a revisão é essencialmente no crescimento deste ano que passou de -3,3% para -3%. O gráfico evidencia que estamos claramente a atravessar A Nossa Grande Depressão e que esta revisão não altera basicamente nada - só em 2016 voltaremos a ter o PIB num nível semelhante ao de 2007.

  

 
E se houve realmente uma revisão das previsões, isso aconteceu na Taxa de Desemprego. Aqui sim as diferenças são brutais e o FMI reconhece agora que a taxa de desemprego deve atingir os 15,9% em 2013. De referir que o Governo, a OCDE e o Banco de Portugal têm previsões mais pessimistas - temos de esperar para ver.
 

 

 



publicado por Mais Um Economista às 13:17 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Quinta-feira, 28.06.12

Richard Layard (London School of Economics) e Paul Krugman criaram um manifesto para expor o essencial da forma como os policy makers têm interpretado erradamente a natureza desta crise, confundido as causas com efeitos, e respondido de forma a tornar a situação ainda pior. O manifesto está disponível online para ser assinado por economistas e não só: http://www.manifestoforeconomicsense.org/

 

A Manifesto for Economic Sense

 

More than four years after the financial crisis began, the world’s major advanced economies remain deeply depressed, in a scene all too reminiscent of the 1930s. And the reason is simple: we are relying on the same ideas that governed policy in the 1930s. These ideas, long since disproved, involve profound errors both about the causes of the crisis, its nature, and the appropriate response.

These errors have taken deep root in public consciousness and provide the public support for the excessive austerity of current fiscal policies in many countries. So the time is ripe for a Manifesto in which mainstream economists offer the public a more evidence-based analysis of our problems.

  • The causes.Many policy makers insist that the crisis was caused by irresponsible public borrowing. With very few exceptions - other than Greece - this is false. Instead, the conditions for crisis were created by excessive private sector borrowing and lending, including by over-leveraged banks. The collapse of this bubble led to massive falls in output and thus in tax revenue. So the large government deficits we see today are a consequence of the crisis, not its cause.
  • The nature of the crisis.When real estate bubbles on both sides of the Atlantic burst, many parts of the private sector slashed spending in an attempt to pay down past debts. This was a rational response on the part of individuals, but - just like the similar response of debtors in the 1930s - it has proved collectively self-defeating, because one person’s spending is another person’s income. The result of the spending collapse has been an economic depression that has worsened the public debt.
  • The appropriate response.  At a time when the private sector is engaged in a collective effort to spend less, public policy should act as a stabilizing force, attempting to sustain spending. At the very least we should not be making things worse by big cuts in government spending or big increases in tax rates on ordinary people. Unfortunately, that’s exactly what many governments are now doing.
  • The big mistake. After responding well in the first, acute phase of the economic crisis, conventional policy wisdom took a wrong turn - focusing on government deficits, which are mainly the result of a crisis-induced plunge in revenue, and arguing that the public sector should attempt to reduce its debts in tandem with the private sector. As a result, instead of playing a stabilizing role, fiscal policy has ended up reinforcing the dampening effects of private-sector spending cuts.

In the face of a less severe shock, monetary policy could take up the slack. But with interest rates close to zero, monetary policy - while it should do all

 

 



publicado por Mais Um Economista às 18:27 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Terça-feira, 22.05.12

Depois das previsões do Governo e do FMI, aqui estão os gráficos para as previsões da OCDE. Confirma-se, como era de esperar, que a OCDE também erra bastante nas suas previsões, mesmo nas previsões a 1 ano.

 


 

Isto não é nenhuma surpresa. Apesar de eu só ter incluído as previsões dos Economic Outlooks desde Novembro de 2009, existem diversos estudos sobre a qualidade das previsões macroeconómicas que demonstram que estas tendem a ser pouco precisas, em especial em períodos de grande volatilidade como as crises. E esta imprecisão é comum a todos os organismos como a OCDE, FMI, Banco de Portugal, Governos, etc..

 



publicado por Mais Um Economista às 22:24 | link do post | comentar

Já vimos a precisão das previsões do Governo. E hoje foram publicadas as previsões da OCDE que não agradaram nada ao Sr. Ministro Álvaro.

Mas será que as previsões da OCDE, ainda que mais pessimistas, não serão também elas (ainda) optimistas!? Se tivesse de apostar, apostava que sim.

O que tenho a certeza é que até hoje não foi apenas o Governo que errou largamente nas suas previões. Ora vejamos os gráficos abaixo com as previsões da troika - publicadas pelo FMI nos relatórios trimestrais de acompanhamento do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro.

 

 

 

PS: Irei preparar um gráfico idêntico mas com as previões da OCDE para ser publicado em breve. Actualização: Aqui está!

 



publicado por Mais Um Economista às 20:54 | link do post | comentar

O Económico (entre outros) noticiaram ontem que o Conselho Superior das Finanças Públicas considera "as previsões do DEO (Documento de Estratégia Orçamental) demasiado optimistas".

Será que têm razão....

 

    
 
Mas não é só o Governo que erra nas previões. Ora vejam Mais Previsões Optimistas.
 
 


publicado por Mais Um Economista às 17:44 | link do post | comentar


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